Tratamento de água para cogeração

TRATAMENTO DE ÁGUA PARA CALDEIRAS DE ALTA PRESSÃO

Os principais problemas a considerar para este tipo de aplicações são: a prevenção de incrustação, a proteção de corrosão e o controle de paradas.

Problema Causa Solução
Incrustação, silício, TOC Água dura, evaporação Abrandador, Osmose Reversa
Corrosão, silício, TOC Oxigênio, TDS Osmose reversa, bomba vazio, desgasificador
Paradas frequentes TDS Osmose reversa, Intercâmbio Iônico

Ainda que esta descrição seja bem resumida, muitos destes problemas podem ser resolvidos controlando a dureza, alcalinidade, concentração de silício e sólidos totais na água de processo. O método de solução mais simples é a Osmose Reversa. Esta tecnologia pode reduzir a frequência de paradas em um fator superior a 10.


GERAÇÃO DE VAPOR DE ALTA PRESSÃO

PRÉ-TRATAMENTO

  • Sistema de dosagem química para injeção de cloro.
  • Suavizador de 24 horas de operação.
  • Sistema de injeção química para regulagem de pH e sulfito de sódio.

TRATAMENTO

  • Sistema de osmose reversa.

DISTRIBUIÇÃO E ARMAZENAMENTO

  • Tanque de armazenamento com filtro de ventilação de 0,2 micras absoluto.
  • Controle de nível.
  • Sistema de distribuição e bombeamento em aço inoxidável.

PÓS-TRATAMENTO

  • Leito de intercâmbio iônico (Resina Catiônica).
  • Desgasificador.
  • Leito de intercâmbio iônico (Resina Aniônica).
  • Leito mixto polidor.

AUXILIARES

  • Indicador e controlador de pH.
  • Unidade CIP.
  • Medidor de condutividade portátil.
  • Kit de pH.
  • Kit de teste de cloro.
  • Sistema de injeção de cloro.

ÁGUA POTÁVEL - CALDEIRAS - HUMIDIFICAÇÃO - ENXÁGUES EM GERAL

PRÉ-TRATAMENTO

  • Sistema de dosagem química para injeção de cloro.
  • Suavizador de 24 horas de operação.
  • Sistema de injeção química para regulagem de pH.

TRATAMENTO

  • Sistema de osmose reversa.

DISTRIBUIÇÃO E ARMAZENAMENTO

  • Tanque de armazenamento com filtro de ventilação de 0,2 micras absoluto.
  • Controle de nível.
  • Sistema de distribuição e bombeamento em aço inoxidável.
  • Tanque de acumulação.

AUXILIARES

  • Indicador e controlador de pH.
  • Unidade CIP.
  • Medidor de condutividade portátil.
  • Kit de pH.
  • Kit de teste de cloro.
  • Sistema de injeção de cloro.

ÁGUA PARA TURBINAS DE INJEÇÃO

A água tratada para esta aplicação, é injetada na câmara da turbina para reduzir a temperatura de combustão.

Desta forma, diminui a emissão de NOx na atmosfera e provoca um importante aumento na eficiência da turbina.

Quando a água é injetada dentro da câmara de combustão, esta é instantaneamente evaporada, deixando qualquer tipo de impureza presente na água, sobre a superfície interna da câmara. Os diversos tipos de águas, contém numerosas impurezas com carga elétrica ou íons (cálcio, magnésio, silício, reativa), os quais, causarão problemas se for permitido que estes sejam depositados nas asas das turbinas. É por esta razão que a água deve ser desmineralizada.

O primeiro passo do tratamento é filtrar a água que já está clorada, mediante um filtro de grava, areia e antracita, seguido por um filtro de carvão ativado para a remoção de cloro. Logo, a água é abrandada mediante um sistema suavizador para ingressar a unidade de osmose reversa. O processo de osmose reversa, não permite a passagem de bicarbonatos (alcalinidade) e também, nenhum outro íon através das membranas, porém, é produzida uma diminuição no valor de pH, deixando-o na faixa ácida, o que dá à água um caráter muito corrosivo.

Devido a isso, é realizada a injeção de soda cáustica para elevar o pH na alimentação e obter um valor próximo a 6,6 na água desmineralizada. Finalmente a água é "polida" através de um desmineralizador de leito mixto, no qual se eliminam traças de qualquer íon que se haja difundido através da membrana. Logo após o leito mixto a água deveria contar com uma resistência de 18,0 Megohms.

A água já tratada, armazenada na atmosfera inerte, é enviada até a turbina por uma bomba centrífuga de simples etapa. Uma checagem na condutividade é levada a diante para assegurar a pureza do ingresso à turbina.

Como medida de segurança, na saída do leito de intercâmbio, é instalado um detector de silício e sódio, os quais alertam um mal funcionamento do sistema de membranas ou um esgotamento prematuro do leito. São selecionados estes íons, já que são os primeiros a fugir do leito esgotado